Advogado em São Bernardo do Campo: Quando posso pedir pensão para o ex-cônjuge?

F. Rossi Advogados • 11 de dezembro de 2025

Advogado em São Bernardo do Campo: Quando posso pedir pensão para o ex-cônjuge?

Advogado em São Bernardo do Campo: Quando posso pedir pensão para o ex-cônjuge?

Sim, você pode pedir pensão ao ex-cônjuge quando existe dependência econômica comprovada, incapacidade financeira temporária ou situações específicas previstas na lei que justificam o auxílio.

A pensão entre ex-cônjuges ainda gera muitas dúvidas, principalmente para quem está saindo de um casamento longo e teme perder a estabilidade financeira. A legislação brasileira permite o pedido de pensão ao ex-parceiro em situações específicas, sempre avaliando a real necessidade de quem solicita e a capacidade financeira de quem deve pagar. Por isso, entender os critérios é essencial para agir no momento certo.


Nos casos de divórcio, a pensão não é automática. Ela só é concedida quando há um desequilíbrio financeiro significativo entre as partes. Isso significa que o juiz analisa tanto a dependência econômica quanto a possibilidade de reinserção no mercado de trabalho, especialmente quando o casamento durou muitos anos e um dos cônjuges ficou responsável pelas tarefas domésticas ou pelos filhos.


Outro ponto importante é que a pensão entre ex-cônjuges geralmente é temporária, servindo como um apoio até que a pessoa recupere sua autonomia financeira. No entanto, em situações excepcionais — como idade avançada, doenças incapacitantes ou limitações que impedem o trabalho — ela pode ser fixada por período indeterminado.


Em São Bernardo do Campo, muitos casais buscam orientação jurídica ao perceber que não sabem exatamente quando podem solicitar pensão ou como funciona a comprovação. Por isso, contar com um advogado especializado ajuda a evitar erros e garantir que o pedido seja feito corretamente, com todos os documentos necessários.

Em quais situações a lei permite pedir pensão para o ex-cônjuge?

A lei permite que um ex-cônjuge solicite pensão quando existe desequilíbrio financeiro evidente após o divórcio. Isso ocorre, por exemplo, quando uma das partes dedicou a vida ao lar e, por isso, perdeu oportunidades de desenvolvimento profissional ou de construção de renda própria. Nesses casos, o objetivo da pensão é evitar que a separação provoque um impacto financeiro desproporcional.


Outra situação comum é quando o ex-cônjuge apresenta limitações físicas, emocionais ou de saúde que dificultam sua inserção no mercado de trabalho. Doenças incapacitantes, idade avançada e condições que comprometam a autonomia são fatores relevantes avaliados pelo juiz antes de determinar a pensão.


Também é possível pedir pensão quando a pessoa demonstra que enfrenta dificuldade financeira temporária após o divórcio, necessitando de um período para reorganizar sua estrutura econômica. Esse tipo de pensão costuma ser fixado por prazo determinado e pode ser revisado quando a situação financeira mudar.

A pensão para ex-cônjuges é sempre temporária?

Na maioria dos casos, sim. A pensão entre ex-cônjuges costuma ser tratada como um auxílio temporário, destinado a permitir que a pessoa reconstrua sua vida e recupere sua independência financeira. O tempo de duração varia conforme as circunstâncias, podendo ir de alguns meses a alguns anos, dependendo da necessidade apresentada.


Contudo, existem situações excepcionais em que a pensão pode ser fixada sem prazo determinado. Isso acontece quando o ex-cônjuge demonstra incapacidade permanente para o trabalho, como em casos de doenças graves, limitações físicas irreversíveis ou idade avançada. Nesses cenários, a pensão tem caráter assistencial e contínuo.


Outro ponto importante é que a pensão pode ser revisada ou encerrada quando houver mudança na condição financeira de quem paga ou de quem recebe. Por isso, é fundamental acompanhar o processo com um advogado especializado em Direito de Família.

Como o juiz decide se devo ou não pagar pensão para o meu ex-cônjuge?

O juiz analisa três critérios principais: necessidade, possibilidade e proporcionalidade. Isso significa que a pessoa que solicita deve comprovar que realmente depende da pensão para manter sua subsistência, enquanto a pessoa que paga deve demonstrar sua capacidade financeira de arcar com o valor sem comprometer sua própria sobrevivência.


Além disso, o juiz avalia a realidade socioeconômica do casal durante o casamento. Se um dos cônjuges ficou responsável pelo cuidado da casa e dos filhos, deixando de trabalhar ou de se qualificar profissionalmente, isso pesa a favor da concessão da pensão. O objetivo é equilibrar a situação após a separação.


Por fim, a análise inclui o tempo de casamento e a expectativa de reintegração ao mercado de trabalho. Quanto mais longa a união e maior a dependência econômica, maiores as chances de a pensão ser concedida. Contudo, cada caso é avaliado individualmente, seguindo a prova documental apresentada.

Quais documentos são necessários para pedir pensão para o ex-cônjuge?

Para solicitar a pensão, é essencial reunir documentos que comprovem a necessidade econômica. Isso inclui comprovantes de renda atual, despesas mensais, gastos com saúde, moradia e outros elementos que demonstrem que a pessoa não tem condições de se manter sozinha. Quanto mais completa for a documentação, mais sólido será o pedido.


Também é fundamental apresentar comprovantes do padrão de vida do casal durante o casamento, como declarações de imposto de renda, contratos, extratos bancários e outras evidências financeiras. Esses documentos ajudam o juiz a entender o contexto econômico da união.


Além disso, quando o argumento envolve incapacidade laboral, é preciso anexar laudos médicos, exames e declarações profissionais que comprovem a limitação. Um advogado especializado em Direito de Família pode orientar sobre quais documentos são realmente relevantes para fortalecer o pedido.

O que pode fazer a pensão ser encerrada ou reduzida?

A pensão pode ser encerrada ou reduzida quando há mudança significativa na vida de quem recebe ou de quem paga. Se o ex-cônjuge beneficiário passa a ter renda própria, encontra um emprego estável ou constitui nova união estável, a pensão pode deixar de ser necessária. Nesses casos, o pagador pode solicitar revisão judicial.


Outro fator que pode gerar redução ou encerramento é a diminuição da capacidade financeira de quem paga. Perda de emprego, doença incapacitante, queda na renda ou dificuldades financeiras relevantes podem motivar o pedido de revisão do valor ou até mesmo de exoneração.


Além disso, se o juiz fixou a pensão apenas por prazo determinado, ela se encerra automaticamente ao final do período estabelecido. Caso a necessidade persista, será preciso ingressar novamente com pedido fundamentado para manutenção ou alteração do benefício.

Conclusão

Pedir pensão para o ex-cônjuge é um direito previsto em lei, mas depende de critérios específicos que precisam ser analisados com cuidado. Cada situação envolve fatores particulares, como tempo de casamento, dependência financeira e condições de saúde, o que exige uma avaliação técnica e fundamentada. Por isso, buscar orientação adequada é essencial para garantir um pedido bem formulado e com chances reais de sucesso.


Se você está em São Bernardo do Campo e precisa entender se tem direito à pensão ou se deseja revisar um acordo existente, contar com o suporte do Fernando Rossi Advogados pode fazer toda a diferença. A equipe atua com seriedade, análise individualizada e foco na proteção jurídica de cada cliente.

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